terça-feira, 27 de julho de 2010

Para depois não virem dizer coisas


Hoje, ao final da tarde, resolvi fazer uma coisa que não me passa com muita frequência pela cabeça: lavar o carro. Pois, eu sei que é muito giro andar sempre com a chapa a brilhar e tal, mas eu não tenho tempo nem pachorra para andar sempre a lavar e a aspirar o carro. Ele serve-me a mim e não eu a ele... O mau disto é que agora parece que tenho tempo de sobra.. Mas lavadinho? Parece novo. Não era que o pó me andasse a cansar, mas já coleccionava alguns dejectos de ratos do ar. É que a baixa do Porto parece um autentico pombal! Claro que havendo sempre 5 carros por metro quadrado, escusado será dizer que é sempre no meu que calha. No meu ou no estendal lá de casa, que é ainda melhor diga-se... Maneiras que hoje, fui aos trocos e toca de aspirar e lavar a máquina... Sou uma menina linda ou não sou?

Ju*

UM DIA DESTES......salve-se quem puder!

Aqui há uns dias atrás apareceu por aqui um símbolo fantástico daquele programazinho que todos consideram inútil e..........imaginem.......é lider de audiências!! Coincidências....
Bem, comentários à parte, isso aconteceu porque a comitiva da Vila Velha, ou melhor, a mãe Tânia que tem umas ideias queridas, resolveu mandar uma mensagem com inscrição e possível passaporte para uns minutinhos de figuras tristes para o país em geral assistir!!!! E nisto.......telefonaram à mãe Tânia a dizer: "FORAM SELECIONADOS!!". A seguir veio o casting (onde fomos a equipa mil e tal!) e os meses foram passando sem mais ninguém pensar no assunto. Até há uns dias atrás quando voltaram a ligar à mãe Tânia a dizer outra vez: "OLÁ, VOCÊS SÃO OS RAIS'OS PARTA?", a mãe Tânia depois de pensar um bocadinho e rir ao mesmo tempo, lá se lembrou que "SIM, SOMOS NÓS!!" e de lá disseram: "BOA!! FORAM SELECCIONADOS OUTRA VEZ!!!"...
Pois bem, estávamos no famosíssimo "Salve-se quem puder!" sujeitos a ficarmos traumatizados para sempre;-))) Mas não desistimos.........os "Rais'os Parta" passaram a "Pães de Mafra", por ordem da produção, e lá fomos nós partir paredes!! Sim, porque foi basicamente isso que aconteceu.............partimos quase todas as paredes, aquilo foi só prejuízo!!! Se calhar é por isso que estão ainda a pensar se transmitem o nosso programa ou não!!!
E mais não desvendo, um dia destes (era para ser a 26/07) ainda vos fazemos companhia......atentos.
Bjs, mãe Tânia

Como era de prever...

Diagnóstico não há. Nickles, Batatóides. Mas há uma Ressonância Magnética para fazer.. Iuupi! Ao quinto sr. doutor visitado (que eu não gostei muito, confesso), fez-se luz. Ou melhor, fazer não se fez, isto porque ouvi aquela conversa "argh... Já fez um Raio X?". Ora, se não há nada partido, obviamente, que um Raio X não iria mostrar a ponta de um corno (passo a expressão), quanto mais a possível lesão... Lá o convenci de que precisava de ver as partes moles, e ele, surpreendentemente, concordou comigo. Sem discutir nem nada. Fiquei meio parva. Não estou habituada a isto..

Portanto contas feitas, três vezes sete vinte e quatro, noves fora... mais do mesmo: Incapacidade Temporária Absoluta. Um fancy name para dizer que estou e continuo de baixa...



Ju*

E é em dias como este

Que me dá nervos de não ter ar condicionado no carro... E ter mesmo de me enfiar dentro dele. De Mafra a Lisboa vai ser um suplício, oh se vai...

Ju*

And today, is doctor's day

Hoje, finalmente é dia de ir ao ortopedista. Digo finalmente que, por mim, já vai chegando de estar em casa, sem saber ao certo o que vai aqui pelo joelhinho... Depois de urgência, medicina do trabalho, um ortopedista que achou que meia dúzia de anti-inflamatórios e uns dias em casa resolviam, mais medicina do trabalho, lá resolveram transferir-me para a companhia de seguros, consequentemente, para um hospital. Espero encontrar um médico que tenha discernimento suficiente para me prescrever um exame, enfim, a olho nú não tem resultado... Ainda não conheço o sr doutor, mas espero sair de lá com um diagnóstico, se não, com perspectivas de um. Já lá vão duas semanas de baixa...


Ju*

sábado, 24 de julho de 2010

Dá-me um abraço...




Ju*

E depois há isto...


Quem sofre de alguma sensibilidade emotiva, como eu, terá, por muito que procure disfarçar, uma tremenda dificuldade em reprimir um choro, um desabafo... É uma questão física. O corpo reage, os contornos do rosto acompanham um desconcerto que desassossega. E isso vê-se. E hoje, quando tudo desabava à minha volta e me submergia num desconsolo inabalável, eis que 90 e poucos centímetros de gente, loura, linda, na sua ligeireza, se apercebe de que hoje o meu sorriso não sorria como habitualmente, e o entusiasmo de todos os dias não se reflectiu em nada... As perguntas não tardaram: "Oh tia tu 'tás a chorar porquê? Tens dói-dói aonde?... 'Tás triste tia? Quem ralhou contigo? Quem te bateu?" E depois do beijinho, peço-lhe um miminho apertado, e num abraço tão pequenino à volta do meu pescoço, em jeito de colo, ouço aquele "vai passar 'tá bem tia?"... Não tem preço..


Ju*
Há dias que parecem noites, porque nem o sol brilha, nem nós temos força suficiente para levantar os olhos para cima e olhá-lo.. Geralmente, em dias assim, a minha tendência é evitar conversas que, inevitavelmente, me vão trazer lágrimas aos olhos, nervos ao peito, ao ponto onde, regra geral, as palavras e a língua me entopem a boca e não me deixam falar... Hoje o dia foi assim. De vento. E o que ontem começou mal, hoje acabou pior. Porque lido mal com atitudes rispidas. Lido, e lidarei sempre pior com injustiça, mentira e hipocrisia. Confesso que às vezes me falha a inteligência emocional, um bocadinho de calculismo. Afinal, dizem, sabendo sofrer sofre-se menos... Ou ignorando partes, também ajuda. Sei que muito dificilmente vou conseguir por o coração ao lado quando me ferem até ao osso, no entanto, sei reconhecer que há coisas, que por muito que tentemos, nunca mudam. E contra isso, quem pode? Com a idade vamos aprendendo a filtrar o que se ouve e o que se deve reter, especialmente aquilo que repetida e insistentemente nos querem vender, a fictícia fantochada que nos querem fazer acreditar, mesmo quanto toda uma realidade prova o contrário... Valha-nos isso: a sanidade.