quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O 1º dia de escola - parte 2

Na altura em que escrevo, já tive na iminência de ter, pelo menos, três ataques cardíacos! Hoje deixei a princesa loura (como já é conhecida na escola) de manhã na escolita e a coisa não foi bem como ontem, e como o telefone já tocou três vezes......não sei se estão a ver!! Era o dobro dos meninos, a educadora, que é um doce, lá safou a coisa mas a mãe, que sou eu, saiu de lá numa angústia de dar dó!! Quem ler até parece que a miúda ficou a berrar, agarrada ao meu pescoço, mas não, não ficou muito à vontade, fez beiça, largou umas lágrimas por outras mas a coisa lá se deu. Ela até queria ficar, mas a mãe é que não podia ir embora! Pois......já sabemos que não pode ser, já sabemos que é mais difícil para os pais do que para os meninos, já sabemos que é normal ser assim nos primeiros dias, já sabemos estas coisas todas mas eu é que sei como é que estou!! A minha vontade, apesar dela até ter ficado sem problemas de maior, era ter voltado para casa com ela "pendurada" em mim e passar a manhã e o resto do dia, tal e qual como todos os outros, a escola que se lixe!!!



Mas pronto, ossos do ofício, resta esperar que as horas passem à velocidade da luz, enquanto eu vou deambulando, perdida, para a poder ir buscar. Até lá, o melhor é ir respirando fundo para ver se a ansiedade se esfuma e preparar-me para almoçar forçosamente a dois. Coragem, que isto há de passar :(


Bjs, mãe

domingo, 11 de setembro de 2011

9/11

hoje comemoram-se [eu diria, lamentam-se] os 10 anos da tragédia que viria a mudar a aviação tal como a conhecíamos. E para nós, tripulantes da aviação civil, seja em Portugal, nos EUA ou em qualquer parte do mundo onde descole um avião, é um dia de luto. Dia de pesar sentimentos, possibilidades, impotências. É um dia em que a farda não tem assim tanta cor, que o aeroporto fica mais cinzento, que o "escritório" [como lhe chamamos, ao avião] é olhado sob outro ponto de vista: o de míssil, de arma de arremesso. São tantas as incompreensões no que comporta à segurança aeroportuária, às exigências para entrar para o lado "ar", para dentro de um avião, os comportamentos de desprezo quando alguém apela às normas de safety e security. Lembremo-nos deste dia, em que um descolar como qualuqer outro, para mim, andanças de cada dia, foi para muitos o último. E da agilidade com que se toma um avião, e com um golpe colossal, se muda a história de uma nação. Ainda hoje, as imagens me transtornam, os testemunhos me emocionam, e ainda hoje, como sempre, o que mais me revolta é a cabeça doentia de quem consegue engendrar uma coisa destas...


E dito isto, estou em Zurich, de partida. E mais uma vez, no aeroporto, vamos passar a segurança de sempre, embarcar, fazer todos os checks ao avião, receber passageiros, voltar a assegurar que tudo está em conformidade, e, por fim, descolar em plena segurança com uma rota traçada e um [e só um] único destino: a cidade do Porto. Mas ao contrário de todos os outros, ontem, ou antes de ontem, este não é um dia normal dentro do avião... Porque há 10 anos, para alguns colegas, com a mesma rotina, não foi.


Ju*

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O 1º dia de escola

Na prática clínica habituamo-nos a dizer que cada caso é um caso, cada criança é uma criança, cada mãe é uma mãe. Na realidade do dia a dia, à medida que eles crescem e surgem novas etapas e novos desafios, a coisa funciona exatamente da mesma forma. Assim sendo, e tendo em conta que tudo se desenvolve dentro dos padrões ditos normais no que respeita à relação mãe-filho, não deve haver ninguém que interprete melhor os sinais, que antecipe melhor as reações e que prepare melhor as mudanças, do que a MÃE.
Ora, conhecendo eu o meu rebento, a tarefa dos últimos meses tem sido a preparação para o primeiro dia de escola, o primeiro de todos e para todos. E funciona. A loura de olhos azuis tem três anos e meio mas gosta destas coisas, de conversar sobre os assuntos, de ouvir da mãe e não só, as coisas boas que as mudanças lhe vão trazer. Aconteceu assim com as fraldas aos dois anos e pouco, com a chucha há cerca de quatro meses e agora com a escola. A tarefa não tem sido árdua, a miúda, apesar de talhada para inventar disparates atrás de disparates, é inteligente e esperta que nem vos conto, compreende extraordinariamente bem as coisas, dá opiniões, pergunta e até tem algumas teorias!
Tem sido, portanto, uma "terapia" para as duas e, no caso da mais pequena, as evoluções são óbvias, pelo menos no que toca ao "discurso"! Temos superado etapas e agora estamos na fase boa da curiosidade. O melhor mesmo é deixar-vos a dita evolução positiva, expressa tal e qual, sem tirar nem por:
1ª ETAPA: " Mamã, eu não quero ir para o Algarve. Depois já sei que tenho que ir para a escola!"
2ª ETAPA: "Mamã, não quero ir para a escola."
3ª ETAPA: "Tá bem, eu vou para a escola, mas só se não tiver professora!"
4ª ETAPA: "Mamã, a educadora pode ensinar-me mas faço tudo sozinha, tá bem?"
5ª ETAPA: "Mamã, será que vai ter muuuuiiiiitas tintas, e bonecas pequenas e grandes, será?"
Ser mãe não se explica. Eu vou gerindo a ansiedade e a angústia, vou desapertando o nó no peito, até dia 14, que é o dia. E neste dia, espero e desejo, que não me custe a respirar.
Bjs, mãe

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

tornei-me assídua (novamente)


Ju*

e porque nem só de desgraças se faz a vida

hoje foi dia de mimo. Já que por aqui a derme desespera por hidratação, decidi então entregar-me nas mãos da minha cunhada, Mãe do Du, para um tratamento absolutamente delicioso. Hanakasumi, da Sothys. E, por aqui, se se gosta, recomenda-se. Este tratamento combina a exfoliação e hidratação corporal, com um ritual de relaxamento que me fez querer passar lá a noite de tão mole que fiquei. As propriedades e aromas passam pelo pó de arroz para a exfoliação e flor de cerejeira na hidratação, um bombom. Muito se fala de cozinha e iguarias de deixar àgua na boca, mas se decidirem alimentar o corpo, entreguem-se a este pequeno prazer.

Ju*


Instituto de Beleza Maria do Carmo
Rua Dr. Carlos Galrão, 9
2640-467 Mafra
261 815 936

Boca do Inferno

A propósito, já leram a "opinião" do Ricardo Araújo Pereira? Ceci n'est pas un riche, a não perder.
Bjs, mãe

Dito de outra forma, que eu não sou socióloga!!

Ainda sobre a taxa para os mais afortunados e o gesto dos milionários franceses, alemães e por aí fora, li assim, já depois de escrever sobre isso:
"...é uma boa jogada de antecipação. Oferecem-se antes que lhes peçam ou os obriguem. É uma boa estratégia, são inteligentes! Os nossos milionários, e não hão de ser tão poucos, são, como já tive oportunidade de dizer, ricos e mal agradecidos! São arrogantes e, tudo somado, pouco inteligentes, é pena!"
Isto foi, portanto, escrito por Manuel Villaverde Cabral, sociólogo, na revista Visão da semana passada. Veem então que o senhor concorda, em parte, comigo!! Mas como eu sou mais grosseira nas palavras, exagerei numas coisas e esqueci-me de outras, comparativamente às declarações transcritas, faltou-me mencionar a burrice do tal multimilionário, ou pouca inteligência, vá!!
Bjs, mãe

Querida Júlia!

Tema de rodapé: "hoje elegemos o 2º semi-finalista do TOP GASOLINEIRAS!". TOP GASOLINEIRAS!?!? Oh valha-me Deus... O que é isto?! Importante ainda de referir que no júri temos o Toy e a Rosinha [acho que alguém que canta verdadeiras pérolas de envergonhar o Cheirar o Bacalhau do Saúl.. Qualquer coisa que envolve Levar no Pacote: medo!] ! Que bonito o que melhor se faz da telivisão em Portugal.. Achei importante partilhar isto com vocês prontos...

Ju*

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Que coisas esquisitas!!

Parece que lá na Marinha Grande houve um problema de eletricidade. Ainda por cima foi no estádio onde decorria o jogo U.Leiria-FCPorto. Segundo ouvi dizer foi numa altura porreira, porque a equipa da casa estava em vias de igualar a partida e assim sempre deu pr'os visitantes se reorganizarem e redefinirem o esquema tático. E não é que ganharam 2-5!!!
Apetecia mesmo dizer qualquer coisa sobre isto, estava só à espera que o jogo acabasse!!
Bjs, mãe;))

Banana frita

Assolada por isto, com vontade de fazer aquilo........ de vez em quando também me dá dessas coisas e de quando em vez passo mesmo à ação enquanto o diabo esfrega um olho. Reparem só no que aconteceu hoje: enquanto observava as bananas na fruteira e pensava no que podia fazer com elas, dei por mim já a derreter um bocadinho de margarina numa frigideira onde, assim num abrir e fechar de olhos, as bananas que outrora tão arrumadinhas no lugar da fruta, já estavam a dourar em metades cortadinhas a preceito (é que nem me lembro de as descascar!!). Virei-as p'ra um lado, depois p'ro outro, baixei o lume e polvilhei-as com açucar e canela. Por fim, reguei-as com uma quantidade generosa de batida de coco e voltei a aumentar o lume até o molho ficar espesso. Coloquei a divina sobremesa num prato e pronto.........foi assim que acabou o nosso almoço de hoje aqui em casa. Mas descansem lá que eu tive o cuidado de controlar o relógio, é que antes das duas da tarde a dieta diz que ainda se pode petiscar destas coisas!!
Bjs, mãe