quinta-feira, 15 de setembro de 2011

acho [lhe] graça

pelo fascínio que tem por tudo o que é pequenino. Quando fica a olhar para as coisas e diz "tão pecaninoo, tão fofinho!". É muito giro, quase que se emociona. Não sei bem porquê, mas engraça sempre com tudo o que é ou em tempo foi de outras dimensões. Costumamos dizer-lhe como ela era em bebé, e de como era gira e sosssegadinha [tendência que se veio a inverter severamente!] e ela ouve e fica toda enternecida. Segundos, minutos depois, já a conversa passou, e sai com um "oh tia sabes que quando era bebé tinha um pézinho assim [e exemplifica] tão pequenininho!". Com a escola o fascinio extrapolou-se! Lá, TUDO é pequenino: as mesas, as cadeiras [quando era mais pequena ela meteu na cabeça que na mochila tinha que levar livros, cadernos, lápis e.. uma cadeira! porque as grandes não serviam para ela... já era tão gira e perspicaz a minha sobrinha], os armários, a sanita [aqui a emoção é ainda maior]!! E dizer isto tudo de olho azul muito aberto, um sorriso malandreco e cheia de si mesma, é daquelas coisas ;)


tia, Ju*

mas as perspectivas são boas!

a avaliar pelo primeiro dia, o de ontem, a coisa avizinha-se cor de rosa! Certo que foi mais de festa, com pais à mistura, e muita galhofa, mas eu, não estando presente, adorei saber pela miúda como tudo se passou. Olhava para ela e quase me emocionava de tanta euforia com cada detalhe, cada apontamento, pormenor.. "eu portei-me tãaao bem tia, sou muito crescida!". E já só falava em como ia aprender a ler [porque a educadora lhes ofereceu um marcador de livros, ora, faz todo o sentido na cabeçinha dela que seja para dar uso dentro em breve], como é tudo tão giro e pequenino, como foi à casa de banho sozinha, que vai começar a almoçar fora, como no restaurante do avô João mas na escola que tem mesas baixinhas e cadeiras pequeninas "e amanhã é dia de hamburguer!! humm..", e de como tem lá uma educadora muito gira e uma senhora a ajudar que "tem um cabelo igual ao da avó 'Zabel [curto, portanto]. Já é muita informação, mas assimilada com grande entusiasmo, o que nos descansou um pouquinho a todos. Largar a zona de conforto [mãe, pai, casa..] não é fácil mas é como tudo: primeiro estranha-se, depois entranha-se! Aposto que ela hoje chega outra vez a falar no Duarte e no António [ao que parece já se fitou em dois amiguinhos] e nos disparates que fizeram, e de joelhos encardidos e roupa cheia de tinta de tanta brincadeira... Ah, e sem esquecer que hoje o desenho é para mim! [que a tia também merece]!


Ju*

O 1º dia de escola - parte 2

Na altura em que escrevo, já tive na iminência de ter, pelo menos, três ataques cardíacos! Hoje deixei a princesa loura (como já é conhecida na escola) de manhã na escolita e a coisa não foi bem como ontem, e como o telefone já tocou três vezes......não sei se estão a ver!! Era o dobro dos meninos, a educadora, que é um doce, lá safou a coisa mas a mãe, que sou eu, saiu de lá numa angústia de dar dó!! Quem ler até parece que a miúda ficou a berrar, agarrada ao meu pescoço, mas não, não ficou muito à vontade, fez beiça, largou umas lágrimas por outras mas a coisa lá se deu. Ela até queria ficar, mas a mãe é que não podia ir embora! Pois......já sabemos que não pode ser, já sabemos que é mais difícil para os pais do que para os meninos, já sabemos que é normal ser assim nos primeiros dias, já sabemos estas coisas todas mas eu é que sei como é que estou!! A minha vontade, apesar dela até ter ficado sem problemas de maior, era ter voltado para casa com ela "pendurada" em mim e passar a manhã e o resto do dia, tal e qual como todos os outros, a escola que se lixe!!!



Mas pronto, ossos do ofício, resta esperar que as horas passem à velocidade da luz, enquanto eu vou deambulando, perdida, para a poder ir buscar. Até lá, o melhor é ir respirando fundo para ver se a ansiedade se esfuma e preparar-me para almoçar forçosamente a dois. Coragem, que isto há de passar :(


Bjs, mãe

domingo, 11 de setembro de 2011

9/11

hoje comemoram-se [eu diria, lamentam-se] os 10 anos da tragédia que viria a mudar a aviação tal como a conhecíamos. E para nós, tripulantes da aviação civil, seja em Portugal, nos EUA ou em qualquer parte do mundo onde descole um avião, é um dia de luto. Dia de pesar sentimentos, possibilidades, impotências. É um dia em que a farda não tem assim tanta cor, que o aeroporto fica mais cinzento, que o "escritório" [como lhe chamamos, ao avião] é olhado sob outro ponto de vista: o de míssil, de arma de arremesso. São tantas as incompreensões no que comporta à segurança aeroportuária, às exigências para entrar para o lado "ar", para dentro de um avião, os comportamentos de desprezo quando alguém apela às normas de safety e security. Lembremo-nos deste dia, em que um descolar como qualuqer outro, para mim, andanças de cada dia, foi para muitos o último. E da agilidade com que se toma um avião, e com um golpe colossal, se muda a história de uma nação. Ainda hoje, as imagens me transtornam, os testemunhos me emocionam, e ainda hoje, como sempre, o que mais me revolta é a cabeça doentia de quem consegue engendrar uma coisa destas...


E dito isto, estou em Zurich, de partida. E mais uma vez, no aeroporto, vamos passar a segurança de sempre, embarcar, fazer todos os checks ao avião, receber passageiros, voltar a assegurar que tudo está em conformidade, e, por fim, descolar em plena segurança com uma rota traçada e um [e só um] único destino: a cidade do Porto. Mas ao contrário de todos os outros, ontem, ou antes de ontem, este não é um dia normal dentro do avião... Porque há 10 anos, para alguns colegas, com a mesma rotina, não foi.


Ju*

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O 1º dia de escola

Na prática clínica habituamo-nos a dizer que cada caso é um caso, cada criança é uma criança, cada mãe é uma mãe. Na realidade do dia a dia, à medida que eles crescem e surgem novas etapas e novos desafios, a coisa funciona exatamente da mesma forma. Assim sendo, e tendo em conta que tudo se desenvolve dentro dos padrões ditos normais no que respeita à relação mãe-filho, não deve haver ninguém que interprete melhor os sinais, que antecipe melhor as reações e que prepare melhor as mudanças, do que a MÃE.
Ora, conhecendo eu o meu rebento, a tarefa dos últimos meses tem sido a preparação para o primeiro dia de escola, o primeiro de todos e para todos. E funciona. A loura de olhos azuis tem três anos e meio mas gosta destas coisas, de conversar sobre os assuntos, de ouvir da mãe e não só, as coisas boas que as mudanças lhe vão trazer. Aconteceu assim com as fraldas aos dois anos e pouco, com a chucha há cerca de quatro meses e agora com a escola. A tarefa não tem sido árdua, a miúda, apesar de talhada para inventar disparates atrás de disparates, é inteligente e esperta que nem vos conto, compreende extraordinariamente bem as coisas, dá opiniões, pergunta e até tem algumas teorias!
Tem sido, portanto, uma "terapia" para as duas e, no caso da mais pequena, as evoluções são óbvias, pelo menos no que toca ao "discurso"! Temos superado etapas e agora estamos na fase boa da curiosidade. O melhor mesmo é deixar-vos a dita evolução positiva, expressa tal e qual, sem tirar nem por:
1ª ETAPA: " Mamã, eu não quero ir para o Algarve. Depois já sei que tenho que ir para a escola!"
2ª ETAPA: "Mamã, não quero ir para a escola."
3ª ETAPA: "Tá bem, eu vou para a escola, mas só se não tiver professora!"
4ª ETAPA: "Mamã, a educadora pode ensinar-me mas faço tudo sozinha, tá bem?"
5ª ETAPA: "Mamã, será que vai ter muuuuiiiiitas tintas, e bonecas pequenas e grandes, será?"
Ser mãe não se explica. Eu vou gerindo a ansiedade e a angústia, vou desapertando o nó no peito, até dia 14, que é o dia. E neste dia, espero e desejo, que não me custe a respirar.
Bjs, mãe

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

tornei-me assídua (novamente)


Ju*

e porque nem só de desgraças se faz a vida

hoje foi dia de mimo. Já que por aqui a derme desespera por hidratação, decidi então entregar-me nas mãos da minha cunhada, Mãe do Du, para um tratamento absolutamente delicioso. Hanakasumi, da Sothys. E, por aqui, se se gosta, recomenda-se. Este tratamento combina a exfoliação e hidratação corporal, com um ritual de relaxamento que me fez querer passar lá a noite de tão mole que fiquei. As propriedades e aromas passam pelo pó de arroz para a exfoliação e flor de cerejeira na hidratação, um bombom. Muito se fala de cozinha e iguarias de deixar àgua na boca, mas se decidirem alimentar o corpo, entreguem-se a este pequeno prazer.

Ju*


Instituto de Beleza Maria do Carmo
Rua Dr. Carlos Galrão, 9
2640-467 Mafra
261 815 936

Boca do Inferno

A propósito, já leram a "opinião" do Ricardo Araújo Pereira? Ceci n'est pas un riche, a não perder.
Bjs, mãe

Dito de outra forma, que eu não sou socióloga!!

Ainda sobre a taxa para os mais afortunados e o gesto dos milionários franceses, alemães e por aí fora, li assim, já depois de escrever sobre isso:
"...é uma boa jogada de antecipação. Oferecem-se antes que lhes peçam ou os obriguem. É uma boa estratégia, são inteligentes! Os nossos milionários, e não hão de ser tão poucos, são, como já tive oportunidade de dizer, ricos e mal agradecidos! São arrogantes e, tudo somado, pouco inteligentes, é pena!"
Isto foi, portanto, escrito por Manuel Villaverde Cabral, sociólogo, na revista Visão da semana passada. Veem então que o senhor concorda, em parte, comigo!! Mas como eu sou mais grosseira nas palavras, exagerei numas coisas e esqueci-me de outras, comparativamente às declarações transcritas, faltou-me mencionar a burrice do tal multimilionário, ou pouca inteligência, vá!!
Bjs, mãe

Querida Júlia!

Tema de rodapé: "hoje elegemos o 2º semi-finalista do TOP GASOLINEIRAS!". TOP GASOLINEIRAS!?!? Oh valha-me Deus... O que é isto?! Importante ainda de referir que no júri temos o Toy e a Rosinha [acho que alguém que canta verdadeiras pérolas de envergonhar o Cheirar o Bacalhau do Saúl.. Qualquer coisa que envolve Levar no Pacote: medo!] ! Que bonito o que melhor se faz da telivisão em Portugal.. Achei importante partilhar isto com vocês prontos...

Ju*