Ju*
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Confiança política??!!
Mas ainda ninguém se lembrou de atirar aos crocodilos aquele DITADOR que mais parece um sapo, (não só porque tem o mesmo aspeto, mas também porque é repugnante) que manda e desmanda na "nossa" ilha, que mexe e remexe nos "nossos" bolsos e continua a agir como se não fosse nada com ele. Pergunto aos madeirenses onde estarão com a cabeça, pergunto se são pouco inteligentes ou se estão cegos e aproveito também para perguntar ao PSD, que infelizmente governa este país, do que é que estará à espera para retirar a confiança política a este CRIMINOSO?
Até gostaria de responder a esta última questão, mas é preferível não o fazer.
Bjs, mãe
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
E de Budapeste para cá
Foram 3. Seguidos. Passageiros, todos diferentes, todos com a mesma conversa:PAX: Olhe, desculpe...
Eu: [sorriso] diga-me..
PAX: Já alguém lhe disse que é muito parecida com a Penélope Cruz..?
Eu: Se eu lhe disser que é, mais ou menos, todos os dias, acredita?
Tem dias que até os/as antecipo... "ahh é tão parecida com a.." e eu remato "Penélope Cruz?! Já sei...tenho ouvido dizer..". Há uns tempos desenjoei: enquanto fazia demonstrações na cabine um passageiro norte americano interrompeu e disse-me "sorry, you look like Salma Hayek!" [e eu a pensar para mim "olha, não é a Penélope hoje!?"].
Ju*
no ordinary day

ontem o dia foi longo: daqui a Budapeste, e de Budapeste aqui. É um daqueles que custa a passar... E aparentemente normal, como todos os outros. Deixou de ser no momento em que um passageiro se apagou, literalmente, aos meus braços. Ao aproximar-se, quase sem cor, para me pedir uma água, percebi de imediato que algo não estava bem. Não tive tempo de perguntar uma segunda vez, e o senhor, caí na minha direcção. Valeu-me um outro passageiro, que minutos antes tinha ficado à conversa comigo na Galley de trás. Em momentos em que o português não existe, e o inglês é muito ruím, a comunicação deixa de ser uma grande bengala para passar a ser o maior estorvo. Pedi ajuda, pedi a presença de um médico se possível, fiz o que me compete nesta situação: ser um bocadinho mais do que "hospedeira". Digo isto porque às vezes sou psicóloga, outras saco de pancada, outras bombeira, ou neste caso, socorrista ou paramédica. São estas alturas que fazem cento e muitas pessoas ver a coisa de maneira diferente. Na aflição, alguém tem que fazer alguma coisa além de aglomerar num mesmo sitio, por si já demasiado pequeno, e sufocar o senhor. Lá descobri um terapeuta de Reiki, que tentou a sua sorte, enquanto eu já corria de garrafa de oxigénio em punho. Cocktail maravilha. A cor voltou, os olhos abriram, e a situação acalmou.. Por esta altura era a esposa que estava pior que o passageiro em causa.
São picos. Alturas em que é preciso pensar, actuar, e acima de tudo, ter a destreza e sangue frio para fazer aquilo para o qual somos [arduamente] treinados. E passamos a ser vistos como algo mais do que bagageiros [que não somos] ou dadores de bandejas. Porque azares acontecem [e já aconteceram, efectivamente]: embolias, ataques cardíacos fulminantes, picos de glicémia, doença súbita, tudo o que mata pessoas dentro de um avião. E não se enganem, mata mesmo. Porque este passageiro saíu pelo próprio pé e grato, mas outros houve que já saíram num saco. E é para [fazer todo o possível por] evitar desfechos destes, que nós, assistentes e comissários de bordo estamos por lá. Mais do que servir chá ou café, mais do que ouvir que a comida no "nosso restaurante" [há quem insista em ver a aviação assim: pela gastronomia] é muito má, mínima, intragável, é pela segurança que somos tripulantes, e é também por ela que somos preparados, puxados e treinados até aos limites físicos, conduzidos ao limiar do ataque de nervos, porque existe um sem fim de situações que nos podem fazer desistir, e isso não é opção. Dias normais são todos, estes são só mais animados, na medida em que o show atraí mais e melhores espectadores, que podem, além de olhar, ver.
Ju*
CR7
Este país pequenito aqui plantado à beira Atlântico, tem tanto de bom como de péssimo. Eu, que até sou patriota acima da média, consigo ver tanta trafulhice por aqui mas tenho ainda mais capacidade de observar o que significa ser português, aquilo que de excelência se faz por cá, ou aquilo que de excelência, alguém de cá faz noutro sítio qualquer.
Se não tivesse a certeza que a maioria das pessoas não dá a mínima importância a isso, até me dava ao trabalho de citar exemplos das mais diversas áreas, das artes à engenharia passando pela ciência, tecnologia ou literatura. Mas não, vou falar apenas de um caso, que por acaso também toda a gente fala, ainda que não diga nada de jeito nem aquilo que verdadeiramente interessa.
Começo por perguntar se alguém viu, ontem, o "documentário" feito com o Cristiano Ronaldo que passou na sic, em horário nobre? Não gosto de falar por ninguém, mas aposto que foi um dos programas com menos audiência. Já eu, que vi com muita atenção, fiquei fascinada com aquilo que por lá se fez. Isto é engraçado, porque vem a propósito daquelas declarações que ele fez e, posteriormente, dos comentários (em blogs e outros sitios mais) de uma fatia consideravel de gente parvinha que aproveitou a deixa para dizer mais um bocadinho de mal do rapaz: "é convencido, não é humilde, tem que se ver ao espelho" e outras babuseiras assim do género.
O homem foi escolhido para um estudo interessante, não porque é famoso à escala planetária nem porque aparece em tudo o que é notícia, mas porque é para lá de muito bom naquilo que faz, porque é um dos melhores atletas do mundo a todos os níveis (como, aliás, ficou provado ontem), porque é completo, tem uma performance quase perfeita, é rápido, eficaz, inteligente, é dos jogadores que mais golos marca, não sendo ponta de lança. Posto isto, não percebo porque é que as pessoas insistem em desdenhar do que é bom, em dizer mal de quem faz quase tudo bem na profissão que exerce. Sim, porque aqui é que está o cerne da questão, é que quando se fala de Cristiano Ronaldo, a tal fatia de povo mesquinho e retrógrado só se preocupa com o dinheiro que ele gasta (mesmo sendo dele!), com quem ele anda, com o que é que ele diz, quem é que ele "sustenta" (pois se não ajudar a família, haveria de ajudar quem?) e tantas outras coisas mais. Não deveria antes preocupar-se em ver com olhos de gente um jogo do Real Madrid, ao invés de ir comprar a "Nova Gente", a "Caras" ou a "Lux"? Mas o que é que interessa o que é que ele faz nos tempos livres, se dentro das quatro linhas é o melhor dos melhores e é português?
Graças a Deus e a todos os santinhos, que as mentes brilhantes que fabricámos neste cantinho europeu (por enquanto!) só têm mesmo em comum connosco a língua de Camões, porque em tudo o resto degeneraram e ainda bem, sobretudo na inteligência e mentalidade. Por cá, a tal fatia vai-se dedicando a alimentar o discurso patético e a estar atenta às coisas mais insignificantes da vida. Eu, como não me integro nessa franja, admiro e orgulho-me do Cristiano Ronaldo e de todos os outros portugueses que elevaram, e elevam, a nossa pátria além fronteiras, que representam o país onde nasceram, mesmo que o país se esteja a borrifar p'ra eles. A quem não concordar comigo, só posso mesmo concordar com ele: "São invejosos. É a única explicação."
Bjs, mãe
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
acho [lhe] graça
pelo fascínio que tem por tudo o que é pequenino. Quando fica a olhar para as coisas e diz "tão pecaninoo, tão fofinho!". É muito giro, quase que se emociona. Não sei bem porquê, mas engraça sempre com tudo o que é ou em tempo foi de outras dimensões. Costumamos dizer-lhe como ela era em bebé, e de como era gira e sosssegadinha [tendência que se veio a inverter severamente!] e ela ouve e fica toda enternecida. Segundos, minutos depois, já a conversa passou, e sai com um "oh tia sabes que quando era bebé tinha um pézinho assim [e exemplifica] tão pequenininho!". Com a escola o fascinio extrapolou-se! Lá, TUDO é pequenino: as mesas, as cadeiras [quando era mais pequena ela meteu na cabeça que na mochila tinha que levar livros, cadernos, lápis e.. uma cadeira! porque as grandes não serviam para ela... já era tão gira e perspicaz a minha sobrinha], os armários, a sanita [aqui a emoção é ainda maior]!! E dizer isto tudo de olho azul muito aberto, um sorriso malandreco e cheia de si mesma, é daquelas coisas ;) tia, Ju*
mas as perspectivas são boas!
a avaliar pelo primeiro dia, o de ontem, a coisa avizinha-se cor de rosa! Certo que foi mais de festa, com pais à mistura, e muita galhofa, mas eu, não estando presente, adorei saber pela miúda como tudo se passou. Olhava para ela e quase me emocionava de tanta euforia com cada detalhe, cada apontamento, pormenor.. "eu portei-me tãaao bem tia, sou muito crescida!". E já só falava em como ia aprender a ler [porque a educadora lhes ofereceu um marcador de livros, ora, faz todo o sentido na cabeçinha dela que seja para dar uso dentro em breve], como é tudo tão giro e pequenino, como foi à casa de banho sozinha, que vai começar a almoçar fora, como no restaurante do avô João mas na escola que tem mesas baixinhas e cadeiras pequeninas "e amanhã é dia de hamburguer!! humm..", e de como tem lá uma educadora muito gira e uma senhora a ajudar que "tem um cabelo igual ao da avó 'Zabel [curto, portanto]. Já é muita informação, mas assimilada com grande entusiasmo, o que nos descansou um pouquinho a todos. Largar a zona de conforto [mãe, pai, casa..] não é fácil mas é como tudo: primeiro estranha-se, depois entranha-se! Aposto que ela hoje chega outra vez a falar no Duarte e no António [ao que parece já se fitou em dois amiguinhos] e nos disparates que fizeram, e de joelhos encardidos e roupa cheia de tinta de tanta brincadeira... Ah, e sem esquecer que hoje o desenho é para mim! [que a tia também merece]!Ju*
O 1º dia de escola - parte 2
Na altura em que escrevo, já tive na iminência de ter, pelo menos, três ataques cardíacos! Hoje deixei a princesa loura (como já é conhecida na escola) de manhã na escolita e a coisa não foi bem como ontem, e como o telefone já tocou três vezes......não sei se estão a ver!! Era o dobro dos meninos, a educadora, que é um doce, lá safou a coisa mas a mãe, que sou eu, saiu de lá numa angústia de dar dó!! Quem ler até parece que a miúda ficou a berrar, agarrada ao meu pescoço, mas não, não ficou muito à vontade, fez beiça, largou umas lágrimas por outras mas a coisa lá se deu. Ela até queria ficar, mas a mãe é que não podia ir embora! Pois......já sabemos que não pode ser, já sabemos que é mais difícil para os pais do que para os meninos, já sabemos que é normal ser assim nos primeiros dias, já sabemos estas coisas todas mas eu é que sei como é que estou!! A minha vontade, apesar dela até ter ficado sem problemas de maior, era ter voltado para casa com ela "pendurada" em mim e passar a manhã e o resto do dia, tal e qual como todos os outros, a escola que se lixe!!!
Mas pronto, ossos do ofício, resta esperar que as horas passem à velocidade da luz, enquanto eu vou deambulando, perdida, para a poder ir buscar. Até lá, o melhor é ir respirando fundo para ver se a ansiedade se esfuma e preparar-me para almoçar forçosamente a dois. Coragem, que isto há de passar :(
Bjs, mãe

