domingo, 10 de junho de 2012

rescaldo

o que me vai na cabeça é: e agora quem cala estes "velhos do Restelo"? Porque não vão tardar os comentários amistosos do género "eu não disse?!" ou o "ainda vão é perder todos e nem passam da fase de grupos!". Isto tudo com uma eloquência que só nos diz que ainda tiram um gostinho especial se formos mesmo assim tão infelizes, só para lhes dar razão. Vamos a ter calma minha gente. Portugal não jogou assim tão mal, nem a Alemanha jogou tanto melhor. Foram infelizes. Mas contas feitas, interessam os golos que entram e não as cabeçadas à trave. Enquanto tiverem pernas para correr, eu tenho força para acreditar. Que, já dizia a minha saudosa avó, até ao lavar dos cestos é vindima.

Ju*

sábado, 9 de junho de 2012

Força Portugal


Hoje somos 11 por todos, todos por 11......e temos uns burritos para acompanhar!!

Força Portugal, estamos connvosco para o tudo e o nada, para o que der e vier, para as alegrias e para as tristezas, porque somos orgulho, porque somos nação, porque somos seleção :)

Boa sorte.

Bjs, mãe

sexta-feira, 8 de junho de 2012

a menina gosta #1




@ Zara

Ju*

sei lá


Não sei. Uma cabidela?!

A avaliar pela cara da Cristina acho que ela também não sabia. E aposto que este foi um dia diferente para a senhora da tradução gestual.,,

Ju*

A saber...

...não existe quase nenhum problema neste blog, muito menos relativamente a quem nele "deposita" as suas ideias, opiniões, preocupações, pontos de vista, os seus desabafos. Não será para isso mesmo que este espaço serve, não será um lugar de partilha, independentemente de se concordar ou não? Tudo aquilo que se escreve por aqui, serve unicamente para isso e nada mais do que isso. O tempo da ditadura, apesar de ameaçar estar de volta, por enquanto ainda não está, pelo que por aqui e por todo o lado, dizemos o que queremos, da forma que queremos, sobre quem queremos, dizemos mal, bem ou mais ou menos. Temos, tal como toda a gente, direito de gostar ou não gostar deste ou daquele, desta ou daquela, de achar que é pouco ou muito elegante, feio(a) ou simplesmente fabuloso(a), que está mal ou bem vestido(a), que fica horrível ou lindíssimo(a) com cristais ou pérolas, que tem a boca grande ou as orelhas pequenas, muitas ou poucas borbulhas, que está fascinantemente maquilhado(a) ou que tão simplesmente parece um(a) palhaço(a).

Quem por aqui vai deixando umas coisas, também não está nada preocupado com arranjos gráficos e nem com eventuais erros ortográficos, não tem essa coisa de ser "ressabiada(o)", nem tem manias disto ou daquilo, também não tem doenças crónicas e não está rigorosamente nada incomodado com quem, em relação ao que se escreve, acha feio ou bonito.

O único problema deste e de outros blogues, é continuar a ser presenteado com comentários de pessoas mal educadas e inoportunas, que sendo anónimas ou não, não têm o tal poder de encaixe. Porque se tivessem, moderavam o vocabulário e percebiam que o objetivo aqui não passa por ofender nem denegrir ninguém, que é só uma opinião, que é só um conjunto de palavras que não pretendem ferir suscetibilidades nem servir de pretexto para enxovalhar quem as escreve. São pessoas que revelam, portanto, para além da tal falta de educação  e de léxico, que já seria o bastante, pouca inteligência.

Bjs, mãe

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Venham elas

As promoções do Pingo Doce, pois claro. É que isto hoje é feriado e não há nada como passar o dia inteirinho a gastar dinheiro só para aproveitar a campanha. É irem amigos, é irem que eu não meto lá os pés de certezinha. Daaasssssss...

Bjs e boa sorte,
Mãe 

oh senhores!

Ora estava eu a espreitar a produção feita para a nova colecção Swarovski, cuja protagonista é a Raquel Prates. A senhora casada com aquele fulano que gosta de pintar quadros e as "bentas" à ex-mulher. Pois que eu acho que a Swarovski é sinónimo de elegância. Tem peças lindíssimas e os cristais são os diamantes de hoje [que a crise, upa, upa]. E vai daí, espetam a fronha da Raquel Prates com os bling-bling?! Errado. Eu olho para estas fotos e nem sequer consigo ver um cintilar que seja de cristal, só me salta à vista o frontespício desta rapariguinha, é feia, não, é horrorosa vá, benzádeus. E não me venham cá com as tretas do "ah tens é inveja!". Porra, nossa senhora me livre e guarde! Eu concordo que ela está sempre entre as mais elegantes, as mais bem vestidas e tudo mais. Mas depois vai-se olhar para a fronha da senhora e aquilo é me-do-nho. E perdoe-me quem tiver que me perdoar mas eu tenho cá uma aversão a esta alminha parida em noite de trovoada que só visto. Até se me contorce o nervo. Não sei até se a minha azia de hoje não foi disto... Xiça! [penico].

Ju*




terça-feira, 5 de junho de 2012

Lá para os lados da Madeira......

......a vergonha continua. Aquela figura eleita pelo povo, apesar de ir disfarçando quando já não tem outra saída, continua a fazer o que bem lhe apetece, que é como quem diz, continua a gozar com quem ousa fazer-lhe frente. A coisa está de tal maneira complicada, que a tal figura já nem autoriza os partidos da oposição a utilizar a assembleia regional. Ou melhor, vá, ele até autoriza, desde que não seja para o chatear com as atitudes tipicas e convictas dos partidos da oposição, que é fazer OPOSIÇÃO!!

Mas oiçam lá, onde é que anda o nosso Presidente da República? Sim, o nosso chefe máximo que supostamente não deveria permitir esta salganhada em território nacional? Pois, o senhor que é o único que pode e deve tomar uma atitude em relação a este energumeno que se passeia lá pela ilha, enquanto desrespeita o povo e as regras básicas da democracia? Mas onde é que anda o Sr. Presidente que não exerce as suas funções e não toma uma atitude? Mas porque é que não dissolve aquela espécie de assembleia que se faz por lá e acaba de vez com esta palhaçada que já dura há umas boas décadas? Mas porquê?

Bjs, mãe

11 por todos [se puder ser... ]


Chego hoje ao final do dia perfeitamente embriagada pelo sensacionalismo em torno dos 11 que nos irão representar à Polónia. Não bebo deste romance exacerbado que só a comunicação social portuguesa sabe fazer. E como ninguém, note-se. Mas a minha formação académica deu-me a "estaleca" que chegue para perceber, de longe, que não temos capacidade para mais. O valor notícia e todo o esplendor da caixinha mágica em todas as suas vertentes naufragou com a nascença da TVI. Mas isso, são outros quinhentos. Isto para vos dizer que eu, benfiquista fervorosa, deixo-me igualmente esquentar quando o assunto é a nossa selecção. Isto deve-se, em muito, ao Euro 2004. À febre galopante pela bandeira, ao bater arritmado do peito, ao descompensar de emoções passíveis no futebol. Tudo em saudável. Tudo em bom [excepto na parte em que perdemos a taça]. Não me recordo de clubismo ou fanatismo que tivesse estragado o bom, digo, excelente ambiente que se vivia nesta terra à beira mar plantada. Não tínhamos crise. Desconfio até que o PIB tenha subido juntamente com o nosso orgulho e motivação nacional. Foi bonito. E foi para mim um ponto de viragem na forma como encarava a selecção. Ainda hoje ouço a Nelly Furtado a cantar o hino do 2004 e sinto os pêlos do braços todos a eriçar. É emoção. E isto não pode ser mau.

Isto para chegar a uma conclusão: não há nada que tenhamos de bom, que não seja explorado até ser enjoativo. Eu teria adorado fazer o voo para  Polónia, já que a minha profissão o podia ter permitido. Mas isso não faz com que eu assista, em pelo menos 4 ou 5 canais diferentes, ao embarque, despacho, descolagem e aterragem do A319 que levava a selecção. E de relembrar que eu sou perdida e achada por aviões. Sou plenamente de acordo com o apoio em massa, mas há que convir que chegamos a uma altura em que já deitamos pelos cabelos informações sobre os jogadores, esmiuçados até à cor das cuecas.

E agora que temos o mau exemplo, há que enfatizar aquilo que é bem feito. Este anúncio é para mim o que de melhor se soube fazer pela selecção e pelos adeptos, no que concerne à comunicação. A primeira vez que ouvi foi no rádio e lembro-me que achei aquilo fantástico. Cumpre com os requisitos de uma boa publicidade: prende, gera interesse, move emoções, passa a mensagem. AGalp mantêm-se mais coerente na comunicação do que nos preços praticados, mas certo é que o que fez até hoje em campanhas pela selecção, fez bem [perdoemos as vuvuzelas]. Uma mensagem genuína, quase inocente, e nem por isso desprovida de toda a conjuntura actual do País. Realista, portanto. E eu acredito realmente que bons resultados tragam ânimo e alento a um povo que foi perdendo todo o positivismo. A crise entra por qualquer frincha: não há tema ou conversa que não a traga pendurada ao pescoço. E isso cansa, desmotiva e deita por terra muito do entusiasmo que poucos ainda conseguem ter. As minhas expectativas são baixas. Baixinhas mesmo. Não escondo que vibro, apesar de tudo com o que não concordo em torno dos que nos representam, mas escolho conter. Afinal, assim tudo o que de bom vier é lucro.

Juízo nas cabeças e "força nas canetas" sim meninos?! Força.

Ju*

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia das crianças


Como era bom que tivessem todas as mesmas oportunidades, o mesmo amor, a mesma alegria e a mesma atenção.

Nós, que um dia também já fomos crianças, sabemos agora que éramos muito felizes e por razões tão simples. E isto acontecia sempre, mesmo que as coisas não fossem bem como queríamos: mesmo que tivéssemos uma irmã chata e cheia de mau feitio, uns pais que passavam a vida a discutir, uns avós que ralhavam, qua não davam muitos beijinhos mas nos faziam o almoço quando vínhamos da escola, uns senhores que moravam por cima e que batiam com o pau da vassoura no chão para as irmãs se calarem, ou então esses mesmos senhores, que são também nossos pais, que nos criaram sentadas em cima de "esterco", a comer ervas, terra e tudo o mais que se possa imaginar e que existe no campo, que nos punham a cavalo na Nóia, uma serra da estrela que era da familia, uns primos com quem brincávamos, que moravam mesmo em frente, mas onde a coisa às vezes não corria lá muito bem, uma vizinha que nos levava a andar de "scuter", a apanhar amoras e ameixas, a saltar muros e que depois se matou, uma professora primária que tinha uma régua de madeira com 1 cm de espessura, uns colegas de escola que se foram mantendo, outros que nem por isso e outra que morreu porque adorava andar a cavalo, um tio que passou a nossa infância preso e a fazer tantas coisas que não devia, outros vizinhos com quem faziamos limonada e pregadeiras com rolhas de garrafas para depois vender, estradas sem perigo onde jogávamos à bola, andávamos de bicicleta e de carrinhos de rolamento sem correr grande risco de nos passar um carro por cima, e tantas, mas tantas outras coisas que não caberiam aqui.

Nós, que agora somos adultos cheios de responsabilidades e preocupações, muitas vezes temos mais dificuldade em sermos felizes, também porque as coisas não correm sempre como queremos. Lidamos com isso de outra forma, já não somos crianças, mas não faz nada mal sermos de vez em quando. E também não faz nada mal continuarmos a ser felizes por pequenas coisas: termos a irmã que agora não é tão chata, que é mesmo indispensável e que não imaginava não ter, mas que continua com mau feitio, termos os primos, os vizinhos e a grande parte da familia, termos os pais que já não discutem tanto, termos os mesmos colegas com que jantamos de vez em quando, termos novos amigos, termos saúde, termos filhos, que é a melhor coisa do mundo.

Feliz dia da criança a todas as que foram, as que são e as que serão. A todas as que querem e não podem, a todas as que podem e não querem, a todas as que não são e que podem ser, a qualquer hora, a qualquer instante, a qualquer momento.

Bjs, mãe